
Cajueiro
Delmiro Barros
Tradição e paixão no sertão em “Cajueiro” de Delmiro Barros
A música “Cajueiro”, de Delmiro Barros, retrata de forma direta a vida do vaqueiro nordestino, destacando sua relação com a tradição, a paixão e o cotidiano do sertão. O cajueiro, além de ser uma árvore típica da paisagem nordestina, ganha um papel simbólico ao ser humanizado no verso em que o vaqueiro pede: “pegar na minha mão”. Essa imagem transforma o cajueiro em um confidente silencioso, testemunha das lutas, conquistas e amores do vaqueiro.
Elementos como couro, perneira, chapéu e gibão reforçam a identidade regional e o orgulho do vaqueiro, enquanto a “mulher do cabelão” representa o desejo e a paixão que movem esse personagem. Trechos como “Vou beber até tombar até cair” e a história do vaqueiro que morreu “embriagado, alucinado, apaixonado” mostram a intensidade das emoções vividas, sugerindo tanto a fuga pela bebida quanto a entrega total ao amor, que pode ser destrutivo. Delmiro Barros, conhecido por valorizar a cultura nordestina, expõe não só o orgulho dessa identidade, mas também suas fragilidades, como a solidão e a dor de um amor não correspondido. Ao dizer “Eu vou deixar de aboiar e chamar gado / Eu vou viver, eu vou morrer apaixonado”, o vaqueiro revela que, acima de tudo, sua vida é marcada pela paixão, tornando o amor o centro de sua existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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