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O Pajador Perseguido (Abertura / Origens)

Demétrio Xavier

Letra

    Com licença, eu vou entrando
    Mesmo sem ser convidado
    É que, em meu pago, um assado
    É de ninguém e é de todos
    Eu vou cantar a meu modo
    Depois de ter churrasqueado

    Não tenho Deus pra pedir
    Quarteada nesta ocasião
    Nem posso pedir perdão
    Se até aqui não pequei
    Quando acabar, aí verei
    Mas esta é outra questão

    Eu sei que muitos dirão
    Que peco no atrevimento
    De soltar meu pensamento
    Pra um rumo que já escolhi
    Mas, sempre assim, procedi
    Galopeador contra o vento

    Isso já vem no meu sangue
    Geração a geração
    Gente com os pés no chão
    Foram meus antepassados
    Crioulos de quatro províncias
    E com índios misturados

    Meu avô foi carreteiro
    O meu pai foi domador
    Nunca se chamou doutor
    Porque com jujos saravam
    Ou, pra curar-se, escutavam
    Un estilo de mi flor

    Não faltava ao rancho crioulo
    Uma viola pendurada
    Quem visse, não dava nada
    Mas, conforme o canto e hora
    Botava sua voz pra fora
    Deixando a alma sovada

    Meu pai era sabedor
    Por tanto haver caminhado
    E, depois de ter cantado
    Afrouxava quarta e prima
    E botava um poncho em cima
    Pra não falar demasiado

    As razões que o sangue guarda
    Fazem engordar as veias
    Que de dor vão sendo cheias
    Até transbordar em grito
    A areia é um punhadito
    Mas há montanhas de areia


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