
Alouette
Denise Emmer
O simbolismo do tempo e do amor em “Alouette” de Denise Emmer
A música “Alouette”, de Denise Emmer, faz uma releitura sensível da famosa cena de “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, ao trazer para o francês o diálogo em que os amantes tentam adiar a separação ao amanhecer. Na letra, a cotovia (alouette) e o rouxinol (rossignol) não são apenas figuras poéticas, mas símbolos claros do tempo: o rouxinol representa a noite, o momento seguro e íntimo do casal, enquanto a cotovia anuncia o dia, marcando a separação e o retorno à realidade. Quando a canção diz “Il a été le rossignol / Qui t'a fait réveiller / Mais non l'alouette” (“Foi o rouxinol / Que te acordou / Mas não a cotovia”), ela expressa o desejo de negar a chegada do dia e prolongar o instante de amor, reforçando o tom delicado e melancólico da narrativa.
A atmosfera da música é de urgência e vulnerabilidade, evidenciada em versos como “Reste plus une seconde, reste plus une seconde / Viens avec moi” (“Fique mais um segundo, fique mais um segundo / Venha comigo”) e “Oublie le monde / Viens avec moi” (“Esqueça o mundo / Venha comigo”). O tema central é o amor impossível, vivido às escondidas e ameaçado pela passagem do tempo, como em “C'est l'amour impossible que le monde n'entend rien” (“É o amor impossível que o mundo não entende nada”). Inspirada diretamente na peça de Shakespeare, Denise Emmer utiliza a metáfora dos pássaros para ilustrar a luta contra a separação inevitável, transmitindo sentimentos de desejo, tristeza e resistência diante do fim de um encontro amoroso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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