
Parva Que Eu Sou
Deolinda
Crítica social e ironia em "Parva Que Eu Sou" de Deolinda
"Parva Que Eu Sou", da banda Deolinda, utiliza a ironia como principal recurso para abordar a frustração de uma geração jovem em Portugal. A narradora repete "Que parva que eu sou!" ao longo da música, mas o tom não é de autodepreciação real. Na verdade, a frase expõe o sentimento de insatisfação de quem estudou, se esforçou, mas se vê preso em empregos precários ou estágios sem remuneração. O verso "Que mundo tão parvo / Que para ser escravo é preciso estudar" resume a crítica ao sistema: exige-se qualificação, mas as oportunidades oferecidas são indignas.
O contexto da chamada "geração à rasca" — termo amplamente discutido em Portugal e reconhecido pela própria banda — está presente em toda a letra. A música retrata jovens adultos formados que continuam morando com os pais, adiando planos como ter filhos ou comprar um carro, e se conformando ao ver que "há alguém bem pior do que eu na tv". No final, a canção sugere um despertar com "E parva não sou!", mostrando que a resignação começa a dar lugar à indignação e ao desejo de mudança. Assim, "Parva Que Eu Sou" tornou-se um símbolo de protesto, usando o sarcasmo para dar voz a uma geração cansada de esperar por reconhecimento e melhores condições de vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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