
O Alienista
Detonautas Roque Clube
Reflexão sobre autenticidade e alienação em “O Alienista”
A música “O Alienista”, do Detonautas Roque Clube, faz uma releitura contemporânea do conto de Machado de Assis, invertendo a lógica tradicional sobre sanidade e loucura. Inspirada diretamente na obra literária, a canção questiona quem realmente está alienado: os chamados "loucos" ou a sociedade considerada "normal". O verso “E foi assim que foi parar numa casa para doentes mentais / E percebeu que era ali que deveria viver” mostra que, diante da hipocrisia e superficialidade do mundo externo, o ambiente dos "doentes mentais" pode parecer mais verdadeiro e acolhedor do que a convivência com pessoas que vivem de aparências.
A letra critica abertamente a busca por poder e a falsidade nas relações sociais, como em “o normal era fingir afeição / E conseguir alguma coisa que lhes desse poder” e “comemorar as conquistas com outros falsos amigos”. Esses trechos evidenciam uma alienação coletiva, onde sentimentos autênticos são substituídos por interesses e consumo, reforçando o paralelo com o conto de Machado, em que a definição de loucura é manipulada pelos poderosos. O refrão “Sonhos reais / Medos reais / Somos reais” serve como um apelo à autenticidade, em contraste com a frieza emocional de “os corações se congelaram mas ninguém percebeu”. No final, a música sugere que todos estão, de alguma forma, “presos dentro de nós mesmos”, mostrando que a alienação é uma condição comum, não exclusiva dos considerados "loucos".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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