Cotovia
Diana Vilarinho
Resistência e esperança feminina em "Cotovia" de Diana Vilarinho
Em "Cotovia", Diana Vilarinho utiliza a imagem da cotovia, um pássaro conhecido por cantar ao amanhecer, como símbolo de liberdade e resistência. A escolha desse pássaro ganha ainda mais significado ao se considerar que a música foi inspirada pela proibição da voz feminina em público no Afeganistão. Cada verso se transforma em um ato de denúncia contra a opressão e o silenciamento das mulheres. O refrão “O dia é da cotovia / De noite o mocho assobia / Quando vos calam a voz / Daqui respondemos nós” reforça a ideia de que, mesmo diante do silêncio imposto, existe uma resposta coletiva e resiliente, representada pela união de vozes femininas de diferentes gerações, como mostrado no videoclipe.
A letra traz imagens marcantes, como “panos que são de ferro” e “tecidos de medo e erro”, para ilustrar as barreiras físicas e simbólicas enfrentadas pelas mulheres. Versos como “Achar que mulher não é gente” e “Homens sem amor de mãe / Hão de viver sempre aquém” denunciam a desumanização e a perpetuação de valores patriarcais. Apesar da crítica direta, a música também transmite esperança e transformação: “Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços / Que nos unem todas em todos os espaços” sugere que aquilo que antes oprimia pode se tornar símbolo de união e força coletiva. Assim, "Cotovia" se destaca como um hino de resistência, esperança e solidariedade feminina diante da injustiça.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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