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Ciclo da serpente

Dibs Gabriel

No suor do rosto
O destino se desenha
A madeira vira lenha
Pra queimar o que restou

Raiz que corta o peito
Brota onde o sol feriu
O que o céu negou de jeito
A coragem conseguiu

É o ciclo da serpente
Que devora o próprio rabo
O que nasce aos pés de Deus
E que foge do diabo

Nesse chão batido
O sangue escorre quente
Onde a vida sempre sente
O peso da semente

É o ciclo da serpente
Que devora o próprio rabo
O que nasce aos pés de Deus
E que foge do diabo

É o ciclo da serpente
Que devora o próprio rabo
O que nasce aos pés de Deus
E que foge do diabo


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