
O Trabalhador
Dicró
Humor e crítica social em "O Trabalhador" de Dicró
Em "O Trabalhador", Dicró utiliza a ironia para subverter a imagem tradicional do trabalhador brasileiro. Em vez de aceitar qualquer emprego, o personagem da música só se interessa por cargos altos, como "diretor ou presidente", e, "pra quebrar galho", aceita ser gerente. Essa escolha exagerada brinca com o estereótipo do brasileiro batalhador, mostrando alguém que quer todos os privilégios do trabalho, mas sem abrir mão do conforto. Isso fica evidente nos pedidos por "um carro importado, com motorista", "uma secretária boa, um computador e celular" e um salário de "só 20 mil" – valores e benefícios muito acima da realidade da maioria dos trabalhadores.
O humor de Dicró aparece também quando o personagem fala sobre férias e licença-maternidade antes mesmo de começar a trabalhar. Ao dizer "Vou começar pelas férias porque já cansei de procurar emprego" e "Quando acabar as férias eu quero licença de maternidade", ele satiriza a busca por direitos e benefícios sem o compromisso com as obrigações do trabalho. No final, ao sugerir que, se a secretária atender, é porque ele está descansando, Dicró reforça a caricatura do trabalhador que evita o esforço e prefere o lazer. Com isso, a música faz uma crítica bem-humorada tanto à ilusão de ascensão social fácil quanto à cultura do "jeitinho brasileiro", mantendo o tom leve e acessível característico do artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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