
Agarra Q'é Ladrão
Dillaz
Ironia e crítica social em “Agarra Q'é Ladrão” de Dillaz
Em “Agarra Q'é Ladrão”, Dillaz faz uma crítica direta à apropriação superficial da cultura urbana por jovens de classe alta. Usando ironia, o artista expõe o contraste entre a imagem de "bandido" que esses jovens tentam adotar e a realidade confortável em que vivem. Trechos como “24 horas por dia no gamanço” e “não sou ladrão de primeira, sou ladrão pra mandar pausa” mostram que a postura de "marginal" é apenas uma encenação, sem ligação real com as dificuldades enfrentadas por quem realmente vive à margem.
A letra traz exemplos claros desse comportamento, como pedir dinheiro ao pai e fingir que roubou: “Peço 10 euros ao cota, na zona eu digo que roubei”. Dillaz também ironiza o uso de roupas e gírias do hip-hop sem entender o contexto: “só mando swag, porque ontem liguei a net”. O sarcasmo aparece ainda quando o personagem brinca com sua falta de experiência: “Só não te mostro o canivete porque o deixei em casa pra cortar pão”. O refrão repetitivo e frases como “Mas como o papá tá pra falir, talvez um dia eu possa vir a precisar” reforçam o tom de deboche, mostrando que o suposto "perigo" vivido por esses jovens é apenas uma fantasia passageira, sustentada pelo privilégio. Assim, Dillaz denuncia como essa imitação do estilo "vida louca" é vazia e desconectada da realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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