
Pelo
Diogo Defante
Humor e crítica aos padrões em "Pelo" de Diogo Defante
Em "Pelo", Diogo Defante adota uma abordagem satírica ao dar voz a um pelo pubiano que lamenta ser removido. O humor da música nasce justamente dessa inversão de perspectiva: um elemento cotidiano e geralmente ignorado se torna o protagonista sensível e carente. Defante ironiza os padrões estéticos e a obsessão contemporânea pela depilação, brincando com a ideia de que os "cabelinhos" são injustamente desprezados, apesar de, segundo o próprio pelo, "preencherem tão bem os instrumentos do amor" – uma metáfora que associa os pelos à sensualidade e ao prazer, desafiando o discurso comum de que eles seriam indesejáveis.
A letra utiliza expressões como "um pentelho aborrecido faz uma reflexão" e exagera nos métodos de remoção – "tesoura, pinça, navalha, lazer, presto barba, cera, cutelo, serra elétrica" – para reforçar o tom cômico e criticar, de forma leve, a variedade de técnicas usadas para eliminar os pelos. O verso "A rosca ninguém raspa, só as partes frontais" traz duplo sentido e escatologia, ampliando o humor e apontando para tabus e incoerências nos hábitos de depilação. No final, a música mantém o tom irônico, mas sugere uma aceitação natural do corpo, já que o pelo afirma: "Não importa quanto tente, nascerei novamente". Assim, Defante usa o absurdo e a comédia para provocar reflexão sobre padrões de beleza e a relação das pessoas com seus próprios corpos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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