
A Voz do Morro
Diogo Nogueira
“A Voz do Morro” na TV: identidade, resistência e orgulho
“A Voz do Morro” coloca o samba falando em primeira pessoa e assumindo um “nós” coletivo: “Eu sou o samba, a voz do morro sou eu mesmo”. Na regravação de Diogo Nogueira para a novela Lado a Lado, essa voz ganha contorno histórico ao acompanhar cenas do Morro da Providência e uma trama sobre a luta pela liberdade dos negros. A associação entre imagem e letra reforça o elo entre orgulho comunitário e dignidade, concentrado em versos como “Quero mostrar ao mundo que tenho valor”.
Composta por Zé Kéti em 1955, a canção exalta o samba como identidade das comunidades cariocas e como canal que leva “alegria para milhões de corações brasileiros”. Ao afirmar “sou natural daqui do Rio de Janeiro” e “eu sou o rei dos terreiros”, a letra fixa raízes no berço do gênero e reivindica respeito nos espaços tradicionais das rodas; “terreiros” aqui designa os quintais e pátios do samba, ecoando sua matriz afro-brasileira. No fecho, o refrão “Mais um samba, queremos samba / Quem está pedindo é a voz do povo do país” amplia o morro para a nação, transformando a experiência da favela em voz popular e celebratória. O sentimento dominante é de orgulho, alegria e resistência: o samba sai do morro, chega às telas com Diogo Nogueira e reafirma seu lugar central na cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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