
Periquitinho Verde
Dircinha Batista
Humor e crítica ao casamento em “Periquitinho Verde”
“Periquitinho Verde”, interpretada por Dircinha Batista, se destaca pelo uso inteligente do duplo sentido e do humor para abordar o casamento, um tema frequente nas marchinhas de carnaval da época. A letra faz graça ao sugerir que a personagem consulta o “periquitinho verde” para saber seu destino amoroso, misturando a busca por sorte no amor com uma ironia sobre a pressão para se casar – especialmente evidente no verso “Pois se eu não caso / Neste caso eu vou morrer”. O tom exagerado e dramático, típico do gênero, ganha um toque especial pelo jeito descontraído e espirituoso da protagonista, algo inovador para o período, já que coloca a mulher como narradora de sua própria história.
Outro destaque é o trecho “O que eu não quero / É depois de me casar / Ouvir a filharada / Noite e dia a me amolar”, que revela, de forma bem-humorada, a preocupação com as consequências do casamento, como a maternidade e o cansaço com os filhos. A referência à canção popular “Mamãe eu quero mamar” reforça o diálogo com outras músicas da época e amplia o tom de brincadeira, mostrando que a personagem não tem paciência para as demandas constantes das crianças. Assim, a marchinha utiliza metáforas e referências culturais para fazer uma crítica leve e divertida ao casamento e à vida doméstica, mantendo o ritmo animado e irreverente típico do carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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