
A Garça
Divino e Donizete
Metáfora da liberdade e saudade em “A Garça”
Em “A Garça”, Divino e Donizete utilizam a imagem da garça do Pantanal para simbolizar a mulher livre e inconstante, que está sempre em busca de novas experiências amorosas. A menção a cidades como Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Cuiabá e Aquidauana reforça o cenário regional e sugere a amplitude dos caminhos percorridos por essa mulher, que, assim como a ave, nunca se fixa em um só lugar. O verso “A garça não tem parada nas lagoas multicores” resume essa ideia de liberdade e instabilidade, enquanto “Você é mulher bonita mas que tem vários amores / Não consegue ser fiel, não fica só ao meu lado” expressa claramente a frustração e o sentimento de abandono do narrador.
A canção tem um tom melancólico, marcado pela resignação do narrador, que prefere “chorar agora” a alimentar ilusões. Apesar da tristeza, ele demonstra admiração pela mulher, chamando-a de “meu grande bem, que já me fez muito mal”. A garça, como símbolo, traz uma dualidade: representa beleza e leveza, mas também distância e a impossibilidade de posse. No trecho final, “Fiz um ninho em Campo Grande / Só pra garça descansar / A garça não está aqui / Mas no bairro Amanbaí / Espero a garça voltar”, fica evidente a esperança persistente do narrador, mesmo diante da ausência constante. A ambientação regional, típica das modas de viola, conecta a história pessoal à cultura do Mato Grosso do Sul, tornando a música autêntica e carregada de emoção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Divino e Donizete e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: