
Carro De Boi
Divino e Donizete
Reflexões sobre o tempo e a saudade em “Carro De Boi”
A música “Carro De Boi”, de Divino e Donizete, usa a imagem do carro de boi para retratar o desgaste causado pelo tempo e as marcas que ele deixa na vida de uma pessoa. Logo no início, o verso “Comparei a minha vida a um velho carretão” mostra que o personagem se identifica com esse símbolo rural, associando o lamento do carro de boi ao seu próprio sofrimento e solidão. O “gemido de um cocão” (peça do carro de boi que range ao se mover) é comparado ao lamento do personagem, reforçando a ideia de que tanto o homem quanto o carro carregam o peso das dificuldades e da saudade, especialmente da amada ausente, como aparece no refrão: “Meu peito também carrega saudade da minha amada”.
O contexto da música caipira e a tradição do carro de boi, um dos meios de transporte mais antigos do campo, reforçam a ligação com a vida simples do interior e com as memórias do passado. As “rodas do velho carro” que “deixaram marcas no chão” funcionam como metáfora para as lembranças e experiências que moldam a vida, enquanto a estrada da solidão representa o caminho percorrido com perdas e saudades. No final, a canção aborda o envelhecimento e a sensação de inutilidade, ao dizer que o carro de boi “não pode mais carrear” e que o tempo é o “carreiro” que vai encostar tanto o carro quanto o próprio personagem. Assim, “Carro De Boi” fala sobre o ciclo da vida, a passagem do tempo e a chegada do fim, usando uma linguagem simples e emotiva, típica da música sertaneja de raiz.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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