
Mineira de Uberaba
Divino e Donizete
Protagonismo feminino e orgulho rural em “Mineira de Uberaba”
“Mineira de Uberaba”, de Divino e Donizete, se destaca por colocar uma mulher boiadeira no centro da narrativa, algo raro no universo sertanejo tradicionalmente dominado por figuras masculinas. A letra valoriza a força, a habilidade e a independência da protagonista, especialmente em trechos como “Ela monta em burro bravo alegre dando risada” e “Pra pegar mestiço arisco nunca perdeu uma laçada”. Essas passagens mostram que ela domina tarefas consideradas difíceis até mesmo para os homens do campo, desafiando estereótipos de gênero e mostrando que a mulher também tem seu espaço e respeito no ambiente rural.
O cenário da música é tipicamente caipira, com referências a cidades mineiras, boiadas, laçadas e despedidas à beira da estrada. O narrador, um boiadeiro, se encanta não só pela beleza da mineira, mas principalmente por sua competência e autonomia. Quando ele a convida para ser sua companheira, ela responde com firmeza: “Por dinheiro eu não me vendo eu também sou fazendeira / Eu trabalho pra mostrar o valor de uma mineira”. Essa resposta evidencia o orgulho e a independência da personagem, que não se submete a padrões tradicionais de casamento ou dependência financeira. O tom nostálgico do final, com a despedida da boiadeira, reforça a admiração e o respeito que ela conquistou, deixando uma marca de saudade no narrador. A canção celebra a mulher rural forte e autônoma, destacando sua importância e quebrando paradigmas dentro da música caipira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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