
Cara de Índio
Djavan
Reflexão sobre identidade e resistência em “Cara de Índio”
Em “Cara de Índio”, Djavan utiliza a repetição do título como um alerta para a invisibilidade e a resistência dos povos indígenas no Brasil. Lançada em 1978 e presente na trilha sonora da novela "Aritana", a música denuncia as contradições sociais do país: mesmo em um lugar "onde tudo dá", os indígenas seguem à margem, lutando pelo direito de nomear-se e preservar sua identidade. Isso fica claro em versos como “Índio quer se nomear, nome de índio. Índio quer se nomear, duvido índio”, que destacam a busca pelo reconhecimento e a valorização das raízes. Djavan já declarou que a canção também reflete sobre suas próprias origens e a importância de dar voz às minorias.
A letra traz imagens que exaltam a sacralidade da vida e do amor, conectando-as à cultura indígena por meio de símbolos como o “arco da promessa” e a relação com a natureza. Referências como “abelha fazendo mel”, “estrela caiu do céu” e as estações do ano evocam um ciclo de vida simples e pleno, em sintonia com o ambiente – uma característica das cosmovisões indígenas. Ao afirmar que “todo amor é sagrado” e que “o fruto do trabalho é mais que sagrado”, Djavan amplia o conceito de sacralidade para o cotidiano, o trabalho e o descanso, ressaltando a dignidade humana frequentemente negada aos povos indígenas. Assim, “Cara de Índio” convida à empatia, ao reconhecimento e à celebração da diversidade cultural brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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