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Ironia e cotidiano da traição em "Corno" de Dji Tafinha

Em "Corno", Dji Tafinha explora a infidelidade de forma irônica e direta, mostrando como o ciclo de traição é comum e atinge a todos, independentemente de gênero. O refrão repetitivo – “Você quando põe corno no outro / Wi, também vão te meter, é” – destaca a ideia de que quem trai também pode ser traído, reforçando a noção de que ninguém está imune a esse tipo de situação. A expressão “o corno é o último a saber” evidencia como a traição costuma ser um segredo compartilhado por todos, menos pela própria vítima, tornando o tema quase um fato corriqueiro da vida adulta.

A letra utiliza expressões populares angolanas, como “baza” (ir embora) e “mambo” (assunto, situação), aproximando a música do público e tirando o peso dramático do tema. Tafinha evita o tom de vitimismo e prefere expor as reações exageradas de quem descobre a infidelidade, como nos versos “Uns descobriram, se mataram, mas não tão a morrer / Com comprimido, beberam lixívia / Se deram tiro, continuam em vida”. Ele critica tanto homens quanto mulheres, deixando claro que a infidelidade não tem gênero. Ao afirmar “Feminino de player é bitch, é”, Tafinha ironiza a ideia de que só homens traem, mostrando que as mulheres também participam desse jogo. No final, a mensagem é que todos podem ser vítimas ou algozes nesse ciclo, e o melhor é não se envolver no “mambo do outro”.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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