
Suplica
Djoya
Relação de pertencimento e saudade em “Suplica” de Djoya
“Suplica”, de Djoya, explora o vínculo profundo entre o indivíduo e sua terra natal, São Vicente, usando a figura da ilha como uma mãe que chama insistentemente seu filho de volta. A ambiguidade do chamado – se é para o "colo", "coro" ou "corte" – reforça que esse retorno pode ser físico, espiritual ou simbólico. A saudade e o desejo de reencontro permeiam a música, especialmente quando a terra-mãe diz: “Oiá, nha fidje, N mestê de bo” (Olha, meu filho, preciso de você). Essa personificação destaca o sentimento de pertencimento e a ideia de que a terra natal é um refúgio, um lugar de perdão e aprendizado, como em “El inxna-m peká, perduá i kre nha kretxeu” (Ela me ensinou a pecar, perdoar e amar meu próximo).
O refrão “Ben pa bo térra / Ben kria-l un kzinha / Da un alente a se sofrer / Vra se auróra kuluride” (Vem para tua terra / Vem criar uma cozinha / Dá um alento ao seu sofrimento / Para ver sua aurora colorida) sugere que o retorno não é apenas físico, mas também emocional e simbólico. O convite para “criar uma cozinha” representa o resgate das raízes e a reconstrução da vida, enquanto “dar alento ao sofrimento” reforça a ideia de cura emocional. Assim, “Suplica” transforma a saudade em força para recomeçar, mostrando a terra-mãe como um porto seguro, sempre pronta para acolher seu filho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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