
Minha Alma
D'Black
Crítica social e resistência em “Minha Alma” de D'Black
“Minha Alma”, interpretada por D'Black no filme "Maré, Nossa História de Amor", faz uma crítica direta à falsa sensação de paz imposta pela repressão e pelo medo nas comunidades do Rio de Janeiro. O verso “Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo” destaca que a ausência de conflito, quando sustentada pelo silenciamento e pela opressão, não representa uma paz verdadeira, mas sim um estado de constante tensão e insegurança. A repetição da palavra “medo” reforça o clima de ameaça e a falta de liberdade enfrentada por quem vive à margem da sociedade.
A letra também traz metáforas marcantes, como em “as grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão”, questionando as barreiras sociais e físicas que separam as pessoas. Essa reflexão sugere que a busca por segurança pode aprisionar tanto quem está dentro quanto quem está fora dessas grades. O trecho “me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo” contrapõe o desejo de afeto e vida à apatia e ao conformismo, criticando a alienação diante das injustiças sociais. Ao final, a recusa em aceitar “a paz que eu não quero seguir” deixa claro que a música defende uma postura ativa e contestadora, rejeitando a acomodação diante da opressão e do medo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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