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Isocrônico

Do Culto ao Coma

Letra

    Você se foi
    Fingiu ser o que comprou
    Adormeceu no torpor
    Não sou mais você, sou eu
    Desceu do céu e cresceu
    E quando meu canto acabar?

    Anoiteceu
    E a luz que me concedeu
    Tende sempre a apagar
    A dor mexeu
    Com minhas feridas, meu eu
    E quando minha força passar?

    E se entrega pro relógio virar
    Obcecado por recomeçar
    E girando sem sair do lugar

    E amanhã que se afasta dos seus
    Discutir o infinito com Deus
    Mas sem força para argumentar

    Amanheceu
    E as folhas viradas que eu
    Cansei de tentar rasgar
    Vou remoldar
    Mentiras pro mundo contar
    E quando a verdade chegar?

    O mundo são rosas e dor
    Arranjos de um campo sem cor
    Caminhos que eu vou encontrar
    E deixa meu grito ruir
    Tirar as amarras e abrir
    Será que o seu véu vai fluir?

    E se entrega pro relógio virar
    Obcecado por recomeçar
    E girando sem sair do lugar

    E amanhã que se afasta dos seus
    Discutir o infinito com Deus
    Mas sem força para argumentar

    Composição: Guilherme Costa / Leandro TG Mendes / Leonardo Nascimento / Thiago Holzmann. Essa informação está errada? Nos avise.

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