
Chicletinho
Dolls
“Chicletinho” e o jogo entre desejo e consumo descartável
O título já anuncia o jogo duplo: “Chicletinho” fala de gente grudenta e de algo feito para “colar” na cabeça. O refrão onomatopaico “Xarari Xarariron” e a sequência de marcas — “Tridente, bolete, ping pong” — associam desejo a consumo rápido. Nos versos “te quero quando eu quero” e “uso e jogo fora”, a narradora assume o controle, reduzindo o vínculo a algo mastigável e momentâneo. “Só pra tapear a fome” opera em dois planos: matar tédio/carência e saciar desejo sexual sem compromisso. A atmosfera é de balada com leve deboche: ela “liga um dane-se” para o papo chato e curte a noite sem se prender.
Quando surge “sou fiel ao meu playboy, meu chicletinho, homem de papel”, há ironia: até o “fixo” é frágil e descartável; fidelidade vira figura de linguagem num cenário de relações voláteis. As marcas de chiclete funcionam como metáfora direta de encontros passageiros, enquanto a coreografia de Allan Chilleno e o refrão nonsense reforçam o caráter dançante e “grudado” da faixa. O alcance cresceu quando virou tema da Norma Jean em Malhação, cravando o clima de paquera adolescente e de autonomia feminina. Por trás, está a mão do Latino — que cedeu “Chicletinho” e apresentou as Dolls ao DJ Cuca —, o que explica a pegada pop de pista. Mesmo com mágoas posteriores, a canção seguiu como o maior cartão de visitas das Dolls.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Dolls e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: