
Deportee (Plane Wreck At Los Gatos)
Dolly Parton
Desumanização e memória em “Deportee (Plane Wreck At Los Gatos)”
Em “Deportee (Plane Wreck At Los Gatos)”, Dolly Parton aborda a desumanização dos trabalhadores migrantes, especialmente mexicanos, vítimas do acidente aéreo de Los Gatos em 1948. A comparação dos migrantes a “oranges piled in their creosote dumps” (laranjas empilhadas em seus depósitos de creosoto) destaca como esses trabalhadores eram vistos como descartáveis, valorizados apenas pelo trabalho e facilmente esquecidos após cumprirem sua função. Essa metáfora reforça a crítica à forma como a sociedade e a mídia apagaram suas identidades, referindo-se a eles apenas como “deportees” (deportados), sem reconhecer seus nomes ou histórias.
A letra acompanha a trajetória desses trabalhadores, muitos deles participantes do programa Bracero, que cruzavam fronteiras em busca de uma vida melhor, mas enfrentavam exploração, perseguição e, por fim, o esquecimento. Ao citar nomes como Juan, Rosalita, Jesús e María, Dolly Parton, seguindo a intenção original de Woody Guthrie, devolve humanidade às vítimas, criando empatia e dignidade diante do anonimato imposto. O refrão, “You won't have a name when you ride the big airplane / All they will call you will be deportee” (“Você não terá um nome quando embarcar no grande avião / Tudo o que vão te chamar é deportado”), denuncia a invisibilidade e o descaso institucional. Ao gravar essa música em um álbum de grande alcance, Parton reforça seu compromisso social e sua solidariedade com os marginalizados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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