
A Banca do Distinto
Dolores Duran
Crítica social e ironia em "A Banca do Distinto" de Dolores Duran
"A Banca do Distinto", interpretada por Dolores Duran, é uma música marcada pela ironia ao abordar o racismo e a arrogância social. Inspirada em um episódio real de preconceito vivido pela própria Dolores em um clube noturno, a canção foi composta por Billy Blanco após ouvir o relato da artista. O verso “Não fala com pobre / Não dá mão a preto / Não carrega embrulho” expõe de forma direta o comportamento elitista e discriminatório de um cliente do Little Club, local frequentado por Dolores. Esses exemplos cotidianos servem para escancarar o preconceito e a vaidade de quem se considera superior por questões sociais ou raciais.
A letra desmonta essa postura ao lembrar que a morte, representada pela “bruxa, que é cega”, não faz distinção entre as pessoas. O trecho “A vaidade é assim, põe o bobo no alto / E retira a escada” reforça o tom irônico, mostrando que o orgulho é passageiro e que todos, independentemente de status, acabam “no chão”. A metáfora do coqueiro e do coco – “Mais alto o coqueiro / Maior é o tombo do coco, afinal” – destaca que quanto maior a arrogância, maior será a queda. No final, a música conclui de forma contundente: “Todo mundo é igual / Quando o tombo termina / Com terra por cima / E na horizontal”, deixando claro que, diante da morte, todas as diferenças desaparecem e a igualdade se impõe para todos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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