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Anjo Caído

Dom Fernando

Letra

    Cruzando a fronteira entre o inferno e o céu
    Já disse que eu vim contemplando o abismo
    Trazendo na mente uma pá de problema
    E umas rima sadia que eu fiz de improviso

    Mesmo tando certo eu vim perseguido
    Sendo observado de longe e de perto
    Eu quero minha paz e minha tranquilidade
    E alguns me querendo lá no cemitério

    Eu sinto a maldade a espreita no ar
    E o vento aqui sopra rumores de guerra
    Sigo na esperança de dias melhores
    Tenho presságios de uma nova era

    Eu morro pedindo a paz da favela
    Eu torço pra esses menor viver livre
    Eu torço pra queles quem torce por mim
    E quero vocês bem distante de crise

    Se eu penso existo meu mano eu entendo
    Nem todo mundo por mim tá torcendo
    Enquanto eles fala meu corre é trabalho
    Enquanto eles chora eu tô vendendo lenço

    Se eu quero eu consigo eu posso eu venço
    Eu vim eu venci só que mais eu almejo
    Eu superei todas as fita com o tempo
    E vim te conceder apenas um desejo

    Me chame de gênio ou me chame de bruxo
    Só não vem dizer que não nasci pra isso
    Me chame de fraco ou me chame de bruto
    Alguns me chamaram de anjo caído

    Eu celebro a vida pois já andei morto
    De trava nos olhos tipo um zumbi
    A estrada era escura fria e solitária
    E eu rodeava e vagava ali

    Não desacredita mas deixa eles rir
    Eu vim do nada conquistando tudo
    Vinhemos do pouco conquistando muito
    Igual divindade devoro seu mundo

    Deus perdoe as pessoas ruins
    Igual disse didico
    Ceilândia favela igual as ruas do Queens
    Meu Mano eu me dedico

    Nas ruas da sul vim fazendo feitiço
    Falei pra vocês não depende de sorte
    Peço pelas vidas dos nossos meninos
    Pra que em esquinas não cruzem com a morte

    Eu sei que a fé de dona Ana é forte
    Já livrou de tiro de grade e de bote
    Perdoa veinha pela cocaína
    E se em minhas feridas eu joguei Corote

    Coração sangrando da sul até a norte
    No peito batendo igual beat de funk
    Trago no ombro o peso das almas
    E umas poesias escritas com sangue

    Trago na coleira desejos da carne
    E a insanidade que nasceu comigo
    Nessa caminhada olhei tanto pro nada
    Que eu hoje eu sou o próprio absmo

    Brindando até às derrotas na arena
    Notei que importante é tentar várias vezes
    E mesmo caído eu subi o olimpo
    E voltei coberto com o sangue dos deuses

    Mil na direita e 10 mil na esquerda
    E os lobo da tropa ileso seguindo
    Uivando a vitória me chamo fenrir
    Com o sangue de Odin pingando dos caninos


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