
Animais Irracionais
Dom e Ravel
Crítica social e hipocrisia em "Animais Irracionais"
A música "Animais Irracionais", de Dom e Ravel, faz uma crítica direta à contradição entre a racionalidade humana e os comportamentos cruéis presentes na sociedade. O verso “o grande açoitando o pequeno” destaca a opressão dos mais poderosos sobre os mais fracos, refletindo a desigualdade social e a perpetuação de estruturas injustas. Esse tema incomodou o regime militar da época, levando à censura da canção. A referência a “terceiros mandando apartar” sugere a atuação de autoridades ou instituições que, mesmo quando intervêm, não conseguem ou não querem mudar a situação de opressão, reforçando a crítica à ineficácia ou conivência do sistema.
A letra também aborda a hipocrisia e a corrupção dos que detêm poder, como nos versos “os maus eu vejo vencendo na vida os mais altos degraus” e “dinheiro perdido em seus vícios não volta jamais”. Essas passagens apontam para a indiferença dos ricos diante do sofrimento alheio e para a corrupção que atravessa todas as camadas sociais, incluindo “pequenos e grandes ladrões”. O refrão, ao afirmar que “nós os homens somos todos meio animais irracionais”, sugere que, apesar da capacidade de reflexão e espiritualidade, muitas vezes agimos por instintos egoístas e violentos. Assim, a música provoca um questionamento sobre a verdadeira natureza humana e a necessidade de romper com padrões de injustiça e indiferença.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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