
O Caminhante
Dom e Ravel
Desigualdade e resistência em "O Caminhante" de Dom e Ravel
A música "O Caminhante", de Dom e Ravel, faz uma crítica direta à concentração de terras e à exclusão dos trabalhadores rurais no Brasil. A imagem dos “milhões de arames grossos e farpados” destaca as barreiras físicas e sociais que impedem o acesso à terra, tema central da canção. Ao narrar a busca constante por um pedaço de terra e o sentimento de não pertencimento — “Onde eu piso, dizem: 'Isto não é seu'!” —, a letra reflete a luta dos camponeses brasileiros, especialmente durante o regime militar, período em que a música foi composta, em 1974. O tom melancólico é reforçado pelo cansaço e frustração do personagem, que “chora sobre a areia” e se depara com “gigantes blocos de concreto”, símbolos do avanço da urbanização e da perda de espaço para o trabalhador do campo.
A figura do “caminhante” representa não só o trabalhador rural, mas todos que buscam dignidade e pertencimento em meio às desigualdades sociais. O verso “Até o Céu se encontra dividido: 'Seus antigos astros buscam seu lugar'” amplia a crítica, mostrando que a disputa por espaço e direitos atinge até o que deveria ser universal. A dúvida “Conquistarei um dia o meu lugar?” revela esperança e resignação, enquanto o desejo de “recomeçar” mostra a persistência diante das dificuldades. A censura "não oficial" sofrida pela música, devido ao seu conteúdo crítico, reforça seu papel como símbolo de resistência e denúncia das injustiças sociais enfrentadas pelos trabalhadores do campo no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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