
Iminência Parda
Don L
Resistência e crítica social em “Iminência Parda” de Don L
Em “Iminência Parda”, Don L explora o conceito de invisibilidade e poder silencioso das pessoas negras em uma sociedade que frequentemente as marginaliza. O termo do título, que originalmente se refere a alguém que exerce influência nos bastidores, é ressignificado pelo artista para destacar a força e a resistência de quem sobrevive e prospera apesar das barreiras impostas pelo racismo estrutural. Isso aparece claramente em versos como “Me fecharam portas / Eu dobrei a aposta / Trouxe versos como cânticos de becos onde ninguém quer passar”, mostrando como Don L transforma a exclusão em combustível para sua arte e afirmação pessoal.
A letra mistura referências à ostentação, como “Na porta de um Audi sport / Eu porto as automáticas / No porta-luvas, dólar / Eu porto a Louis Vui falsa”, com críticas à desigualdade e à ilusão do consumo como caminho para ascensão social. Don L expõe a dureza da realidade urbana, a violência e a luta pela sobrevivência, mas também ressalta criatividade e esperança, como em “Eu fiz um jardim suspenso em meus delírios pra ver de cima / Os sonhos dos últimos malandros que me guiam”. O refrão, “Ninguém quer passar / É muito grande a dor, o sofrimento enorme, um susto”, reforça que o caminho das pessoas negras é marcado por sofrimento, mas também por uma resistência que se recusa a ser silenciada. A produção energética da faixa, junto à densidade da letra, potencializa a mensagem de resiliência e crítica social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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