Minha Senhora
Dona Edith Do Prato
Tradição e ancestralidade em “Minha Senhora” de Dona Edith Do Prato
Em “Minha Senhora”, Dona Edith Do Prato utiliza a repetição dos versos como uma forma de manter viva a tradição oral do samba de roda do Recôncavo Baiano. O questionamento insistente “onde é que você mora?” e a afirmação “vou fazer minha morada por cima do morro” expressam o desejo de pertencimento e a busca por um lugar seguro, elementos muito presentes nas comunidades tradicionais da região. O morro, nesse contexto, representa proteção, ancestralidade e resistência cultural, valores fundamentais para as sambadeiras e para o povo baiano.
A letra também faz referência ao universo mítico afro-baiano ao mencionar a “sereia” e a “areia do mar”. A sereia pode ser associada a Iemanjá, divindade das águas, símbolo de proteção e fertilidade. O verso “eu nunca vi tanta areia do mar” reforça a ligação com o ambiente marítimo de Santo Amaro, cidade natal de Dona Edith, e transmite o fascínio pelo mistério e pela imensidão do mar. Já o trecho “a menina foi embora... nas asas do passarinho ela voou” traz um sentimento de despedida e saudade, comuns nas rodas de samba, podendo também simbolizar liberdade ou a partida de alguém querido. Assim, a simplicidade e a repetição dos versos tornam a música acessível, sem perder a profundidade e o significado cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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