Quem Pode Mais, Dona da Casa, Eu Vim Aqui
Dona Edith Do Prato
Tradição e resistência feminina em "Quem Pode Mais, Dona da Casa, Eu Vim Aqui"
A música "Quem Pode Mais, Dona da Casa, Eu Vim Aqui", de Dona Edith Do Prato, destaca a importância do espaço doméstico feminino como centro das celebrações do samba de roda no Recôncavo Baiano. Ao saudar a "dona da casa" e pedir licença para "vadiar" no salão, a canção valoriza o papel das mulheres como anfitriãs e guardiãs da cultura local. Aqui, "vadiar" significa aproveitar a festa, dançar e cantar livremente, sem o peso de julgamentos, reforçando a ideia de liberdade e expressão coletiva típica dessas festas.
O verso “Quem pode mais / É Deus do Céu” demonstra respeito às hierarquias espirituais e sociais, reconhecendo uma força maior acima de todos, ao mesmo tempo em que se pede permissão à anfitriã para que a celebração aconteça. A repetição de “Eu vim aqui foi pra vadiar” e o convite “Vadeia vadeia vadeia” criam um ambiente acolhedor e incentivam a participação de todos. A imagem da “pomba na areia” pode simbolizar paz, liberdade ou fertilidade, temas presentes nas festas populares e na cultura afro-baiana. A técnica de Dona Edith, que utiliza prato e faca como instrumentos, reforça a criatividade das mulheres ao transformar objetos do cotidiano em expressão artística, celebrando a força feminina e a tradição do samba de roda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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