
Liberdade
Dona Ivone Lara
A saudade e o amor juvenil em “Liberdade” de Dona Ivone Lara
Em “Liberdade”, Dona Ivone Lara, em parceria com Délcio Carvalho, explora o conceito de liberdade de forma sensível e pessoal. A canção associa a verdadeira liberdade à vivência de um amor puro e sincero na juventude, como fica claro no trecho: “Liberdade desfrutei / Conheci quando na minha mocidade / A ternura de um amor sem falsidade”. Para a narradora, a liberdade não é apenas a ausência de restrições, mas a experiência de um sentimento genuíno, sem enganos ou decepções, vivido intensamente no passado.
Com o passar do tempo, essa liberdade se transforma em saudade e desilusão. A letra destaca a transitoriedade da felicidade ao afirmar: “Tudo que é feliz não tem direito a eternidade / Porque sempre chega a vez / De entrar em cena, a saudade”. Esse olhar sobre a efemeridade dos momentos felizes e a inevitabilidade da saudade é uma marca do trabalho de Dona Ivone Lara, conhecida por sua sensibilidade ao tratar de temas humanos e sociais. O remorso também aparece como elemento central, especialmente no verso: “Um gesto de perdão que eu não fiz / O remorso traz aquela triste melodia / Que me faz infeliz”. Assim, “Liberdade” se apresenta como um samba de reflexão, onde a liberdade do passado contrasta com a prisão emocional do presente, marcada pela saudade e pelo arrependimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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