
Homenagem Aos Orixás
Dona Onete
Resistência e ancestralidade em “Homenagem Aos Orixás”
Em “Homenagem Aos Orixás”, Dona Onete destaca a força da ancestralidade negra e a importância da resistência cultural. Logo no início, a menção a Dandara, apresentada como “negra mucama favorita de Ganga Zumba”, conecta a música à história dos quilombos e à luta contra a escravidão. Dandara, companheira de Zumbi dos Palmares, é símbolo da resistência feminina negra, e sua presença na letra reforça o papel das mulheres na preservação da cultura e na busca pela liberdade. Ao citar lugares como o Engenho Santa Cruz e o Rio Panacauera-Miri, Dona Onete ancora a narrativa em espaços reais de opressão e resistência, valorizando a memória das comunidades negras e suas estratégias de sobrevivência.
A canção também celebra os rituais e oferendas aos Orixás como formas de afirmação identitária. A referência ao jongo, dança afro-brasileira praticada como expressão de liberdade e religiosidade, mostra como a cultura era usada como arma contra a opressão. A sensualidade das mucamas na dança, “pra deusa da divindade, pela sonhada liberdade”, evidencia que a fé e a tradição eram formas de resistência. Dona Onete presta homenagem direta aos Orixás e entidades das religiões de matriz africana, como Ogum, Naná, Olodum, Iansã (Santa Bárbara) e Iabá, ressaltando a diversidade dessas tradições. O verso “Aruanda é céu bonito onde moram os Orixás” transmite reverência e esperança, reforçando o respeito às raízes afro-brasileiras e à espiritualidade que sustentou gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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