
Ai, Amor
Donizeti Camargo
Contrastes sensoriais em “Ai, Amor”, de Donizeti Camargo
Em “Ai, Amor” (1991), faixa do álbum homônimo que rendeu Disco de Ouro, Donizeti Camargo organiza o sentimento em contrastes nítidos. Os trípticos “mel–sal–fel” e “cristal–trovão–punhal” dividem a experiência entre presença e ausência. No encontro, a canção aposta em metáforas diretas para exaltar acolhimento e expansão: “é como um raio de luz”, “é como a areia do mar”, “dia claro, sombra e sol”. O eu lírico descreve intimidade e elevação em imagens táteis e de voo: “acariciando tua pele” e “nós voamos tão alto” compõem um refúgio que “ninguém pode alcançar”, um espaço amplo como a areia do mar, onde desejos e suspiros circulam sem barreiras.
Quando a falta irrompe, a paleta muda e o doce vira amargo: o que tinha “sabor do mel” passa por “sal” até chegar ao “fel”, sinal de ferida aberta “se não estás”. A fragilidade aparece em “frágil como um cristal”, enquanto a intensidade do impacto ecoa em “forte como um trovão” e “fere como um punhal”. A trajetória do casal surge em “Caminhamos por mil caminhos/ de desejos e de suspiros”, alternando plenitude e carência, até o ponto de dependência explícita: “eu não posso viver sem ti”. Conhecido como “A Voz de Ouro do Brasil” desde a infância e projetado com “Galopeira”, Donizeti soma delicadeza e potência vocal para sustentar esse arco: luz e voo na presença; trovão e punhal na ausência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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