
Dona Iemanjá
Dori Caymmi
A fusão do sagrado e do cotidiano em “Dona Iemanjá”
Em “Dona Iemanjá”, Dori Caymmi retrata um momento de transição entre noite e dia, descrito como “naquela hora azulada / de quase o Sol lumiar”. Esse instante, em que o sagrado e o cotidiano se encontram, é marcado por imagens que remetem diretamente à iconografia de Iemanjá: “um espelho na mão”, “um diadema de prata” e “cabelo verde ondeado”. Esses elementos reforçam a ligação da canção com a tradição das religiões afro-brasileiras, nas quais Iemanjá é a orixá das águas e mãe de todos os orixás, associada ao mar e à fertilidade. Dori Caymmi, assim como seu pai Dorival Caymmi, mantém viva a tradição de exaltar Iemanjá e o mar, temas centrais na cultura baiana e na música popular brasileira.
A letra expressa encanto e respeito diante do sagrado, evidenciado por sensações como “gelo na espinha” e “espanto no olhar” ao reconhecer a divindade. O trecho “quando os meus olhos cravaram / nos olhos da aparição / senti meu peito afundando / dentro da rebentação” mostra uma entrega emocional intensa, como se o mar e Iemanjá se tornassem parte do próprio ser. Ao transformar a aparição em “rainha / do mar do meu coração”, a música simboliza a fusão entre o humano e o divino, um tema recorrente nas homenagens à orixá. Dessa forma, “Dona Iemanjá” perpetua a tradição de reverenciar Iemanjá, destacando tanto a beleza do mar quanto a força das religiões afro-brasileiras na cultura nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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