
Cafezinho
Dóris Monteiro
Ritual e nostalgia no cotidiano em “Cafezinho” de Dóris Monteiro
A música “Cafezinho”, interpretada por Dóris Monteiro, explora como um gesto simples do dia a dia pode carregar memórias afetivas e refletir mudanças sociais. O pedido detalhado do café — “pingado, pouco açúcar, louça fria” — remete a um tempo em que tomar café era um ritual de aconchego e convivência. A cena do personagem sentado “na terceira mesa embaixo do retrato desbotado do seu time que perdeu” reforça a nostalgia e a valorização dos pequenos detalhes, mostrando um cotidiano mais calmo e atento às relações.
A letra faz um contraste claro entre esse passado acolhedor e o presente marcado pela pressa e impessoalidade: “Hoje em dia, o cafezinho é café diferente / Há tumulto, tudo em pé, tudo empurrando a gente”. O café, antes símbolo de pausa e encontro, agora é consumido rapidamente, sem espaço para interação. O desejo de “viajar pro estrangeiro” e tomar “o nosso café num café lá de Paris” expressa tanto a vontade de buscar felicidade fora do país quanto a saudade de um Brasil mais simples e caloroso, onde até o café tinha outro sabor. A interpretação suave de Dóris Monteiro reforça o tom nostálgico da música, convidando à reflexão sobre as mudanças nos hábitos e a importância dos pequenos prazeres do cotidiano brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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