
Desenredo
Dorival Caymmi
Paradoxos da existência e saudade em “Desenredo”
Em “Desenredo”, Dorival Caymmi propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre vida e morte, usando imagens como “a morte tece seu fio de vida feita ao avesso”. Esse verso mostra como Caymmi enxerga esses dois conceitos como partes de um mesmo ciclo, onde o fim e o começo se misturam. A metáfora do novelo em “a vida é o fio do tempo, a morte o fim do novelo” reforça a ideia de continuidade e encerramento ao mesmo tempo, trazendo uma visão inspirada no estilo de Guimarães Rosa, marcada por paradoxos e ambiguidades.
A música também explora as contradições dos sentimentos humanos, especialmente nos versos “O olhar que prende anda solto / O olhar que solta anda preso” e “quando eu chego eu me enredo / Nas tramas do teu desejo”. Aqui, Caymmi fala sobre como liberdade e prisão, desejo e medo, se alternam nas relações. O cenário de Minas Gerais, citado no refrão, traz à tona memórias afetivas e um tom de despedida, remetendo à juventude de Dori Caymmi. Imagens como “a cera da vela queimando” e “o homem fazendo seu preço” acrescentam uma reflexão sobre o tempo, a finitude e o valor da vida. A repetição do desejo de partir mostra o movimento constante entre apego e necessidade de ir embora, um tema universal das experiências de perda e transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Dorival Caymmi e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: