
Dois de Fevereiro
Dorival Caymmi
Devoção e tradição em “Dois de Fevereiro” de Dorival Caymmi
Em “Dois de Fevereiro”, Dorival Caymmi presta uma homenagem à celebração de Iemanjá, a rainha do mar, cuja festa em 2 de fevereiro é um dos rituais mais importantes da cultura baiana. A música destaca a mistura de elementos do candomblé e do catolicismo popular, refletindo a riqueza das tradições religiosas do Brasil. O verso repetido “Eu quero ser o primeiro pra salvar Iemanjá” mostra não só devoção, mas também o desejo de proximidade e destaque na relação com a divindade, indo além do simples ato de oferecer presentes.
A letra descreve o ritual de enviar oferendas, como em “O presente que eu mandei pra ela, de cravos e rosas vingou”, e a expectativa pela resposta da deusa, expressa em “Ela então me respondeu que eu tivesse paciência de esperar”. Esses trechos revelam a fé e a esperança dos devotos, que confiam na reciprocidade espiritual e na força das tradições. O refrão “chegou, chegou, chegou, afinal que o dia dela chegou” transmite a alegria coletiva e a importância do momento, marcando o dia sagrado como um evento de renovação e celebração. Caymmi, com sua linguagem simples e direta, consegue transmitir emoção e respeito, reforçando o papel do indivíduo dentro da coletividade religiosa e cultural baiana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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