
Dora
Dorival Caymmi
A força feminina e o Recife celebrados em “Dora”
“Dora”, de Dorival Caymmi, transforma uma cena simples do Carnaval de Recife em uma homenagem à cultura local e à força da mulher nordestina. Inspirado ao ver uma mulher dançando descalça em um bloco carnavalesco, Caymmi cria uma personagem que é chamada de “rainha do frevo e do maracatu”, destacando não só sua habilidade na dança, mas também seu papel como símbolo das tradições populares da cidade. Nos versos “Eu vim à cidade pra ver meu bem passar” e “Eu te vejo requebrando pra cá, ora pra lá, meu bem”, o narrador expressa admiração direta e calorosa, misturando fascínio pessoal com o encanto coletivo que Dora desperta nos foliões.
A letra também serve como um retrato afetivo de Recife, citando seus “rios cortados de pontes” e “bairros, das fontes coloniais”, reforçando o cenário histórico e festivo da cidade. Ao descrever Dora como “rainha cafuza de um maracatu”, Caymmi valoriza a miscigenação e a força das mulheres negras na cultura popular nordestina. O refrão repetitivo e os chamados “Ô, Dora!” criam o clima animado dos blocos de rua, convidando todos à celebração coletiva. Assim, “Dora” é ao mesmo tempo uma homenagem a uma mulher marcante e um tributo à energia e à identidade do povo recifense.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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