
Velório
Dorival Caymmi
Rituais coletivos e espiritualidade em “Velório” de Dorival Caymmi
Em “Velório”, Dorival Caymmi utiliza a incelença, um canto fúnebre tradicional do Nordeste, para abordar a morte sob a ótica dos rituais coletivos da cultura baiana. A escolha desse elemento musical destaca o respeito e a solenidade com que a comunidade enfrenta a despedida de seus entes queridos. Quando Caymmi afirma “Uma incelença entrou no paraíso”, ele sugere que o próprio ritual de despedida ganha um significado espiritual, mostrando que a morte não é apenas marcada pela dor, mas também por um momento de transcendência e união entre as pessoas.
O verso repetido “A-deus, irmão, adeus / Até o dia de juí-zo” reforça a ideia de que a separação causada pela morte é vista como temporária, sustentada pela esperança de um reencontro no “dia de juízo”, referência ao julgamento final na tradição cristã. Essa perspectiva evidencia a influência da religiosidade popular, que enxerga a morte como parte de um ciclo maior, onde a saudade é amenizada pela fé. Assim, “Velório” transforma o luto em uma celebração da memória, da espiritualidade e da solidariedade, valorizando a tradição oral e o papel da comunidade diante da perda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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