
Peguei Um Ita No Norte
Dorival Caymmi
Despedida e saudade em "Peguei Um Ita No Norte" de Dorival Caymmi
Em "Peguei Um Ita No Norte", Dorival Caymmi retrata de forma clara e sensível a experiência da migração interna no Brasil, especialmente do Norte e Nordeste para o Sudeste. O verso repetido “Ai, ai, ai, ai / Adeus Belém do Pará” destaca a dor da despedida e o forte vínculo afetivo com a terra natal, sentimentos comuns a quem parte em busca de novas oportunidades. A referência ao "Ita" remete aos navios da Companhia Nacional de Navegação Costeira, que eram o principal meio de transporte para migrantes na época, conectando o contexto histórico à vivência pessoal do próprio Caymmi, que deixou a Bahia rumo ao Rio de Janeiro em 1938.
A letra mostra o misto de esperança e incerteza do migrante. Ao vender seus pertences e se despedir dos pais, o personagem expressa tanto a expectativa de um futuro melhor quanto a dúvida sobre o retorno: “Talvez eu volte pro ano / Talvez eu fique por lá”. O conselho materno, “Meu filho, ande direito / Que é pra Deus lhe ajudar”, reforça o cuidado e a preocupação familiar diante do desconhecido. No final, “Tô há bem tempo no Rio / Nunca mais voltei por lá / Pro mês intera dez anos”, Caymmi evidencia como a migração pode se tornar definitiva, transformando a saudade em parte constante da vida. Assim, a canção se torna um retrato universal do migrante brasileiro, marcado pela esperança, saudade e busca de pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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