
Pescaria (Canoeiro)
Dorival Caymmi
Ritual, fé e afeto no cotidiano de "Pescaria (Canoeiro)"
Em "Pescaria (Canoeiro)", Dorival Caymmi retrata o cotidiano dos pescadores do litoral de forma direta e sensível. A repetição dos versos, como "bota rede no mar", "cerca o peixe", "puxa corda" e "colhe a rede", não serve apenas para marcar o ritmo da música, mas também para transmitir a rotina exaustiva e quase ritualística da pesca. Essa estrutura faz com que o ouvinte sinta o movimento contínuo e a dedicação exigida pelo ofício, reforçando a ideia de que a pesca é um trabalho coletivo e repetitivo, mas fundamental para a sobrevivência da comunidade.
Além do aspecto laboral, Caymmi destaca o lado afetivo e comunitário da vida do pescador. Ao mencionar os presentes para "Chiquinha" e "Iaiá", ele mostra o desejo de compartilhar o fruto do trabalho com pessoas queridas, evidenciando a importância dos laços familiares e da solidariedade. O verso "Louvado seja Deus, ó meu pai" revela a forte religiosidade presente na cultura dos pescadores, que depositam fé e esperança no sucesso da pescaria. Esse agradecimento a Deus indica que, além do esforço físico, o pescador reconhece sua dependência dos elementos naturais e do divino para garantir o sustento. Assim, Caymmi constrói uma narrativa simples, mas cheia de emoção, celebrando a dignidade do trabalho, a união familiar e a espiritualidade do povo do mar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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