
A Vizinha do Lado
Dorival Caymmi
Desejo coletivo e idealização em “A Vizinha do Lado”
Em “A Vizinha do Lado”, Dorival Caymmi transforma a simples rotina de um bairro em um retrato coletivo de fascínio e desejo. A música destaca como a passagem da vizinha, com seu vestido grená e o jeito de andar – “ela mexe co'as cadeiras pra cá, ela mexe co'as cadeiras pra lá” –, desperta a atenção de todos ao redor. No entanto, esse interesse é marcado por uma distância intransponível: apesar do encanto geral, ninguém realmente se aproxima ou é correspondido, criando uma atmosfera de ilusão compartilhada.
Lançada em 1946, a canção reflete o cotidiano brasileiro da época, trazendo um tom de crônica social e humor leve. A letra brinca com a ideia de que “todo mundo gosta dela na mesma doce ilusão”, mostrando que o desejo é coletivo, mas também ingênuo e platônico. A vizinha permanece indiferente – “não liga pra ninguém” –, o que reforça o contraste entre a fantasia dos observadores e a realidade da personagem. Caymmi utiliza essa figura para abordar temas como o poder de atração, a idealização e a leveza das paixões impossíveis que animam a vida comum.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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