Afirmação e resistência em "Cor" de Douglas Camppos
Em "Cor", Douglas Camppos constrói uma mensagem poderosa contra o racismo e a redução da identidade negra a estereótipos. A repetição do verso “A cor da minha pele não te diz quem sou” funciona como um mantra de resistência, deixando claro que a identidade de uma pessoa vai muito além de características físicas. O artista desafia o racismo estrutural e a tendência da sociedade de limitar indivíduos negros, usando a música como espaço de denúncia e afirmação.
Douglas Camppos também faz conexões históricas importantes ao mencionar o Pelourinho e os quilombos, símbolos tanto do sofrimento quanto da luta e resiliência negra no Brasil. Ao dizer “Restos do Pelourinho pesado e sofrido eu sou” e “Restos do Quilombo perseguido eu sou”, ele une sua experiência pessoal à memória coletiva de opressão e resistência, mostrando que a luta atual é continuidade dessas histórias. A canção ainda cita figuras como Mandela, Luther King, Bob Marley, Zumbi, Rosa Parks e Elza Soares, ampliando o sentido de resistência para além do Brasil e destacando a universalidade da luta contra o racismo. Versos como “O negro é o seu próprio senhor” reafirmam autonomia e orgulho, enquanto “Fora nazismo, racismo, fascismo / O 'ismo' é um grito no abismo” sintetizam o repúdio a todas as formas de opressão. "Cor" se torna, assim, um hino de afirmação identitária, que transforma dor histórica em força coletiva e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Douglas Camppos e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: