Proletariado
DoziBala
Ah, rap de vagabundo
Ó, é que eu me sinto homem-aranha, proletariado
O amigo da vizinhança, inimigo do Estado
Cheio de conta todo fudido e uns amor frustrado
Não adianta eu salvar o mundo e morrer sozinho com aluguel atrasado
Até hoje eu tô pagando as consequências do passado
E com juros abusivos tô quase sem saldo
Homem de lata, ódio reciclado
Não cabe um coração de carne peito enferrujado
Em tempos de guerra que a paz se acovarda
Dormindo eu tive um sonho que eu não acordava
A culpa é dos de farda
A morte olha pra vida e concordava
Que eu bati recordes que nem eu mesmo recordava
Meu maior investimento não é o valor da vestimenta
Eu sei que foi suado, nós é mais do que aparenta
Meus parentes pergunta o porquê da máscara tampando a cara surrada das batalhas que nós enfrenta
Ô mãe, eu vou voltar pra casa sim eu tenho uma dívida com a senhora
Tu que me gerou a vida, eu não vou jogar fora
Me gerou, viu crescer
26 anos de vida na mão dos homens eu perco em poucas horas
No mesmo horário
Sai de casa um malandro e um otário
Sei quem é quem pelo vocabulário
Me parece hilário
O salário do pecado é a morte, mas todo mês eu tô me matando para ter um salário
Ó pai, me perdoa os versos profano
É profundo o que eu digo e é da minha raça tá pecando
Mas é sério, eu tô mudando, mas eu continuo caindo
Me perdoe o coração mundano
Amém



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