
Let Me Ride
Dr. Dre
Cruzeiro e poder nas ruas em “Let Me Ride”, de Dr. Dre
O refrão de Let Me Ride reaproveita Mothership Connection (Star Child), do Parliament — que por sua vez ecoa o espiritual negro Swing Low, Sweet Chariot — e troca a “carruagem” de salvação por um lowrider. Dre declara “I don’t represent no gangbang” (eu não represento nenhuma gangue), mas mantém a prontidão violenta típica do G‑funk. A história abre em tensão de rua — “Creepin down the back street...” (seguindo sorrateiro pela rua dos fundos...) — com menções a retaliação, “hollow points for the snitches” (balas de ponta oca para X‑9) e referências a “Gotti boys” (caras à la Gotti). Em seguida, o foco vira o prazer do cruzeiro num Impala ’64 com 16 switches; status e som alto, com Snoop Dogg carimbando a imagem: “Rollin’ in my 6‑4” (rodando no meu 6‑4). Jewell e Ruben Cruz ancoram o hook, repetindo o mantra do rolê. A fusão de perigo, ostentação e mobilidade guia a faixa: ele pede passagem, mas exige respeito.
No “dia comum” de Dre, tem chronic e Rémy Martin, olho no retrovisor por causa dos “jack moves” (assaltos) e carro como vitrine e escudo: “Pancake front and back, side to side” (quicando frente e traseira, de um lado para o outro). Entre “fly bitches and skeezers” (gatas e interesseiras) e a patrulha do próprio perímetro — “if your bitch in my shit, it’s your bitch you check” (se sua mina tá no meu carro, é você que tem que cobrá‑la) — o Chevrolet desliza rumo ao South Side. Musicalmente, o G‑funk pulsa no baixo elástico e na batida com DNA de Funky Drummer (James Brown) e Kissing My Love (Bill Withers), enquanto a interpolação do Parliament traz a “mothership” (nave‑mãe) para as ruas de Compton.
À noite, em Slauson, valem sobrevivência e reputação: códigos 211 e 187, vigilância constante e a virada de anonimato para reconhecimento — “Is it Dre?” (É o Dre?). “No this ain’t Aerosmith” (não, isso aqui não é Aerosmith) marca que não é fusão rock mainstream, e sim a estética da Costa Oeste com Dre no comando. Mesmo com letras escritas por RBX (pensadas para outra faixa), tudo encaixa no retrato de um rolê que é rito de poder e autopromoção. O clipe, dirigido por Dre, abre com “$20 Dollar Sack Pyramid” (Pirâmide do saco de 20 dólares) e um convite para show do Parliament, sublinhando a linhagem: do espiritual ao P‑Funk, do P‑Funk ao G‑funk. Não à toa rendeu a Dre o Grammy de 1994: crônica de Compton embalando um hino de cruzeiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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