
Os Sertões
Dudu Nobre
Resistência e memória histórica em “Os Sertões” de Dudu Nobre
A música “Os Sertões”, interpretada por Dudu Nobre, retrata de forma clara a força e a resistência do povo sertanejo diante das dificuldades impostas pelo clima e pela sociedade. Logo no início, a letra descreve o sofrimento causado pela seca e pela dificuldade de plantar no sertão nordestino: “A terra é seca / Mal se pode cultivar / Morrem as plantas e foge o ar / A vida é triste nesse lugar”. Esses versos reforçam o tom realista da canção, mostrando o isolamento e a luta diária pela sobrevivência, mas também destacam a força do sertanejo, como na referência ao escritor Euclides da Cunha: “Sertanejo é forte / Supera miséria sem fim”.
O contexto histórico é fundamental na música, especialmente ao abordar a Guerra de Canudos, conflito marcante do final do século XIX na Bahia. A letra menciona Antônio Conselheiro e a resistência dos sertanejos: “O Homem revoltado com a sorte / do mundo em que vivia / Ocultou-se no sertão / espalhando a rebeldia / Se revoltando contra a lei / Que a sociedade oferecia”. Assim, a música vai além da narrativa histórica, usando Canudos como símbolo da luta coletiva contra a opressão e a injustiça social. Ao citar “Os Jagunços lutaram / Até o final / Defendendo Canudos / Naquela guerra fatal”, a canção presta homenagem à coragem e à determinação dos que resistiram até o fim. A escolha de Dudu Nobre em regravar esse samba-enredo reforça a importância de valorizar a memória dessas lutas e da cultura popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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