
As Sete Mulheres do Minho
Dulce Pontes
Coragem feminina e história em “As Sete Mulheres do Minho”
"As Sete Mulheres do Minho", interpretada por Dulce Pontes, resgata um episódio marcante da história portuguesa ao transformar objetos domésticos, como o fuso e a roca, em símbolos de resistência feminina. A música faz referência direta à Revolta da Maria da Fonte, ocorrida em 1846, quando mulheres do Minho, lideradas por Maria da Fonte, se rebelaram contra medidas impopulares do governo. O verso “Armadas de fuso e roca / Correram com o corregedor” mostra como instrumentos do cotidiano foram usados como armas, simbolizando a transformação da opressão em força de luta. A expressão “foice que fez espada” reforça essa ideia de adaptação e coragem diante das adversidades.
A canção também destaca a liderança de Maria da Fonte e a denúncia contra os governantes da época, chamados de “cabrais”, considerados traidores da nação. O trecho “Viva a Maria da Fonte / Com as pistolas na mão / Para matar os cabrais / Que são falsos à nação” homenageia a líder e exalta a justiça popular. Ao interpretar essa música, Dulce Pontes não só mantém viva a memória dessas mulheres, mas também celebra a capacidade de subversão dos papéis tradicionais e a luta feminina por liberdade e justiça em Portugal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Dulce Pontes e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: