
É Tao Grande o Alentejo
Dulce Pontes
Contrastes sociais e esperança em “É Tao Grande o Alentejo”
“É Tao Grande o Alentejo”, interpretada por Dulce Pontes em parceria com o grupo coral Os Ganhões de Castro Verde, aborda de forma clara a contradição entre a imensidão fértil do Alentejo e o abandono de suas terras. A letra retrata o cotidiano do trabalhador rural, que “cultivando a dura terra” e “cumprindo o seu horário” simboliza a persistência diante das dificuldades. O ato de fumar um cigarro aparece como um breve alívio em meio à rotina pesada do campo.
O refrão “É tão grande o Alentejo, tanta terra abandonada!...” destaca o paradoxo de uma região com grande potencial agrícola, mas marcada pelo abandono e pelo desemprego, como reforçado no verso “há gente desempregada”. A canção reflete preocupações sociais e econômicas reais do Alentejo, denunciando o descaso histórico com o sul de Portugal, “à margem, ao sul do Tejo”. A escolha de instrumentos tradicionais e elementos de world music reforça a ligação entre tradição e modernidade, ampliando a mensagem sobre a importância de valorizar e revitalizar o Alentejo, não só como símbolo cultural, mas também como fonte de sustento e dignidade para o povo português.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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