
Senhora do Almortão
Dulce Pontes
Identidade e resistência em "Senhora do Almortão" de Dulce Pontes
Em "Senhora do Almortão", Dulce Pontes destaca a resistência cultural e o orgulho identitário da região de Idanha-a-Nova, em Portugal. A música vai além da devoção religiosa à santa, usando sua figura como símbolo das tradições portuguesas diante da influência espanhola, especialmente de Castela. O verso “Ó minha linda raiana / Virai costas a Castela / Não queirais ser castelhana” deixa claro o desejo de preservar a identidade portuguesa na fronteira, onde as culturas se misturam, mas a canção pede que a Senhora permaneça fiel à sua terra e ao seu povo.
A letra também valoriza o ambiente local ao mencionar a capela que “cheira a cravos, cheira a rosas, cheira a flôr de laranjeira”, ressaltando a beleza, o sagrado e o apego às tradições populares. No trecho final, “Eu p'ró ano não prometo / Que me morreu o amor / Ando vestida de preto”, surge um tom de luto e perda. O uso do preto, cor do luto, pode ser entendido tanto como expressão de dor pessoal quanto como reflexo de tempos difíceis para a comunidade. Assim, a canção une devoção, identidade cultural e emoção, tornando-se um símbolo de resistência e celebração das raízes portuguesas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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