
Meu Alentejo
Dulce Pontes
Saudade e identidade regional em “Meu Alentejo” de Dulce Pontes
A música “Meu Alentejo”, interpretada por Dulce Pontes, explora a saudade como um sentimento profundo de pertencimento e identidade. O Alentejo, região do sul de Portugal, é retratado não apenas como um local geográfico, mas como um símbolo de raízes e memórias afetivas. O verso “Eu não sei que tenho em Évora / Que de Évora me estou lembrando” mostra como a lembrança de Évora, cidade importante do Alentejo, vai além da razão, representando um apego emocional difícil de explicar.
O rio Tejo aparece em “Quando chego ao rio Tejo / As ondas me vão levando”, funcionando como uma metáfora para o tempo e a distância. O rio simboliza o afastamento da narradora de sua terra natal, reforçando a sensação de ser levada pelas circunstâncias da vida. Outro elemento marcante é a figura da ceifeira, tradicional no Alentejo, presente nos versos “Ceifeira que andas à calma / Ceifa as penas da minh'alma / Ceifa-as leva-as contigo”. Aqui, a ceifeira é vista como alguém capaz de aliviar a dor da saudade, colhendo não só o trigo, mas também as dores da alma. Essa imagem conecta o trabalho rural à busca por alívio emocional, destacando a ligação entre cultura, paisagem e sentimentos. Assim, “Meu Alentejo” constrói uma atmosfera nostálgica, onde a saudade é tanto dor quanto celebração do vínculo afetivo e cultural com a terra de origem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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