
Poeira
Duo Glacial
Identidade sertaneja e pertencimento em “Poeira” do Duo Glacial
A música “Poeira”, do Duo Glacial, utiliza a poeira vermelha das estradas do sertão como um símbolo marcante de identidade e pertencimento. Ao repetir a palavra “poeira” ao longo da letra, a canção mostra como esse elemento está presente em tudo: no carro de boi, na boiada, no boiadeiro e no próprio narrador. Essa repetição reforça a ligação profunda e quase instintiva dos personagens com a terra natal, destacando o ambiente rural como parte inseparável de suas vidas. O contexto histórico da música, vencedora do Primeiro Festival Sertanejo da Rádio Nacional em 1967, evidencia seu papel como uma homenagem à cultura sertaneja e à vida simples do interior do Brasil.
A letra cria uma atmosfera nostálgica ao retratar cenas típicas do sertão, como o carro de boi “gemendo lá no estradão” e o boiadeiro com o rosto coberto de poeira. Nesse contexto, a poeira não é vista como algo negativo, mas como parte essencial da existência. O trecho “Poeira entra em meus olhos / Não fico zangado não / Pois sei que quando eu morrer / Meu corpo irá para o chão / Se transformar em poeira” mostra que a poeira simboliza o ciclo da vida, a aceitação do destino e a união do indivíduo com a terra. O final da música reforça essa ideia de retorno e continuidade, mostrando que a poeira do sertão representa origem, caminho e destino para quem vive ali.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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